TV Câmara promove debate sobre drogas com delegado e secretário de Comunicação

O programa Cidade em Debate desta segunda-feira, exibido pela TV Câmara e apresentado pela jornalista Marisa Amorim, recebeu o delegado assistente da Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), Fernando Nunes Tedd e o jornalista e secretário de comunicação, Ruy Sampaio para um bate papo sobre drogas.
Na primeira parte do programa o assunto em destaque foi a “operação micareta” que cumpriu 16 dos 23 mandados de prisão expedidos pela Dise no começo do mês. A operação já vinha sendo monitorada desde o ano passado. Segundo o delegado assistente, os outros sete estão foragidos. “A operação teve sucesso, cumpriu 16 dos 23 mandados sendo que sete não foram encontrados na cidade no dia da expedição e até o momento não foram encontrados. Alguns advogados entraram em contato dizendo que seus clientes se apresentariam, mas até agora isso não aconteceu”. De acordo com Tedd, essas pessoas são as supostas “mulas”, traficantes que buscam a droga em outros países para serem destruídas e vendidas na região de Rio Preto.
O prazo da prisão temporária dos 16 acusados expira na próxima semana, mas Tedd acredita que não será pedida a prorrogação, pois ele já tem provas suficientes para concluir o inquérito. “Algumas coisas serão feitas essa semana e acredito que não precisarei pedir a prorrogação da prisão temporária”.
O jornalista Ruy Sampaio analisou a cobertura do caso pela imprensa. “Esse caso mexeu com toda a cidade e teve uma cobertura inicial muito grande por toda a imprensa, mas hoje não está saindo mais nada sobre o assunto. A mídia transforma em espetáculo, aliás, vivemos em um mundo de espetáculos. A polícia distribuiu para a imprensa as gravações, mas não devia ter citado nomes, temos que repensar um pouco nesse caso”.
Tedd concorda com Sampaio neste assunto. “A imprensa tem que tomar cuidado em mostrar ou destruir a imagem da pessoa porque depois ela pode ser solta. A nossa intenção é mostrar o trabalho da polícia, mas a Dise não forneceu o nome de ninguém por se tratar de uma prisão temporária. Eu particularmente sou contra a fornecer material porque não devemos mostrar como é feito porque pode atrapalhar”, afirma.
O delegado assistente da Dise trouxe ao estúdio da TV Câmara uma caixinha com vários tipos de drogas apreendidas na região, inclusive comprimidos de ecstasy que estavam em poder de Israel Domingos de Oliveira, o barão do ecstasy. “hoje um comprimido em festas gira em torno de R$ 30 a 50 reais, é uma droga cara e o ambiente universitário é preocupante pois existe muito contado com as drogas”. Na opinião do delegado o melhor caminho contra as drogas é o diálogo. (NE)
Foto: Natália Espanholi
Legenda: Marisa Amorim entrevista o delegado Fernando Tedd e o secretário de Comunicação, Ruy Sampaio
Data: 24/10/2005 - TV Câmara


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