Exportação deve cair neste ano
O volume de calçados a ser exportado pelas indústrias de Birigüi deve cair aproximadamente 5% este ano em relação a 2006. A previsão foi divulgada na sexta-feira pelo Sinbi (Sindicato das Indústrias do Calçado e Vestuário de Birigüi).
Segundo a relações públicas do sindicato, Rossana Judite Codogno, o número de sapatos exportados vem caindo a cada ano. "Tivemos uma queda de 3% nas exportações de 2005 para 2006. No ano retrasado cerca de 15% da produção de calçados do pólo foram exportados. Já em 2006, o volume caiu para quase 12%", afirmou. Para 2007, Rossana acredita que a exportação não deve passar de 8% do total de calçados a serem produzidos pelo pólo.
Conforme o empresário e presidente do Sinbi, José Roberto Colli, dois fatores estão forçando a queda nas exportações do calçado birigüiense: a valorização da moeda brasileira e a concorrência desleal do mercado chinês. "Para nós, empresários do setor, é mais vantajoso quando o dólar está valorizado, assim negociamos mais e as importações caem devido ao alto preço dos calçados da China", explica.
Na avaliação do presidente da Francal (Feira Internacional de Calçados, Acessórios de Moda, Máquinas e Componentes), Abdala Jamil Abdala, o país perdeu o poder de competitividade devido à queda do câmbio e à concorrência com produtos asiáticos e da China de baixa qualidade. "Nós não conseguimos produzir sapatos com material sintético, mas só de couro, enquanto eles fazem até de plástico", destaca.
Em Birigüi, no ano passado, a produção mensal de calçados chegou a cinco milhões de pares. Já a produção anual foi de 60 milhões de pares. Desse total, em torno de 7,2 milhões foram exportados para países como Colômbia, Bolívia, Panamá e da Europa.
"Com a queda do dólar, os empresários produzem calçados com valor agregado e buscam investir na exportação para países mais sofisticados, principalmente para os da Europa. Eles compram calçados mais caros", afirma Rossana. Segundo ela, os países com pequeno poder aquisitivo, do terceiro mundo, buscam preços mais baixos. "Esses países fazem compra pelo preço e não conseguimos competir com a China. A concorrência é injusta", explica ela.
CAMPANHA - Para divulgar o calçado brasileiro no exterior, a Francal lançou uma campanha que tem como slogan "O sapato brasileiro é uma paixão mundial".
Conforme Rossana, a meta é mostrar que o calçado brasileiro, e de Birigüi, é o melhor. A campanha está sendo divulgada em todos os veículos de comunicação especializados em todo o mundo. "Investir em mídia, na participação em eventos e na qualificação nos ajudam a sair da crise", disse o presidente da Francal. "A única saída para a crise enfrentada nos últimos dois anos pelo setor calçadista no Brasil é buscar a valorização do produto nacional", completou Abdala.
A campanha tem a finalidade de criar demanda para o calçado brasileiro e aumentar o interesse dos importadores em fazer negócios no país. De acordo com o presidente do Sinbi, o número de importadores que deve visitar a Francal também cairá. "Tudo isso está acontecendo em função da desvalorização da moeda americana, o que vem acontecendo desde 2006", conclui.
Fonte: Folha da Região
Data: 08/07/2007


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